sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013



A Violência Contra os Animais
A crueldade para com os animais é um tratamento que causa sofrimento ou dano a animais, e a definição de um sofrimento inaceitável é variável. Muitas pessoas consideram a crueldade para com os animais como um assunto de grande importância moral .
Analisando as consequências dessas transformações psicológicas, constata-se que indivíduos que cometem crueldade contra animais estão mais propensos ao uso de drogas, roubos, estupros e assassinatos, principalmente contra mulheres e crianças.
Atenção!!! quem maltrata animais também maltrata gente!
Nas últimas semanas, internautas dedicados à causa animal divulgaram insistentemente o caso de Eládia, moradora da rua do Oratório, zona Leste de São Paulo. Ela adotava animais para torturá-los e matá-los . O fato nos leva a uma reflexão ainda incipiente no Brasil, mas muito difundida em países desenvolvidos: a de que a crueldade contra os animais é um dos primeiros passos para a violência contra seres humanos.
Desde a década de 1990, o FBI leva em consideração os históricos de crueldade contra animais nas investigações de assassinatos e crimes sexuais. Existe uma boa razão para isso: estudos científicos conduzidos por autoridades em psiquiatria das universidades americanas estabeleceram correlação entre os crimes contra animais e a violência infligida a seres humanos. Concluiu-se que uma quantidade significativa de estupradores e assassinos em série haviam iniciado suas práticas criminosas ainda na infância, dirigindo sua violência contra animais.
No Brasil, um exemplo conhecido é o do motoboy Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, que em 1998 confessou ter estuprado e assassinado 11 mulheres. O serial killer se tornou conhecido por esse apelido porque ele cometia os crimes e enterrava os corpos das vítimas no Parque do Estado, em São Paulo (SP).
Na época do julgamento, a defesa do criminoso alegou que este era mentalmente incapaz. Francisco foi então submetido a uma série de testes e exames, conduzidos por uma junta médica. O diagnóstico foi de um severo transtorno de personalidade anti-social –em termos mais antigos, psicopatia.
Na época dos crimes, a imprensa noticiou superficialmente que o motoboy apresentava antecedentes de prática de crueldade contra animais. Sobrinho de um açougueiro que mantinha um matadouro clandestino, desde pequeno Francisco gostava de assistir ao abate do gado. Ainda garoto, ele caçava rolinhas, mutilava-as e as fritava, ainda vivas. Também maltratava cães e gatos da vizinhança, com tiros de chumbinho e pedradas.
Mas por que os assassinos seriais geralmente têm os animais como suas primeiras vítimas? O principal fator que contribui para essa escolha é que pequenos animais são impotentes para se defenderem. Tornam-se assim as melhores cobaias para os futuros assassinos, que descobrem o “prazer” de causar dor e de dispor das vidas de suas vítimas.
O que fazer então?
É muito importante que a sociedade em geral se conscientize de que a violência contra animais é um problema grave, que pode aumentar de proporção e causar prejuízos ainda mais sérios à população. O papel primordial cabe à família, pois é ela quem tem condições de detectar os primeiros sinais de um comportamento potencialmente perigoso –e, a partir dessa constatação, corrigir esses padrões de forma adequada, recorrendo até ao auxílio médico e terapêutico quando necessário. Aos médicos veterinários, ficaria a responsabilidade de tomar as providências cabíveis sempre que suspeitarem de maus-tratos contra animais que porventura atendam. Psicólogos e médicos psiquiatras também precisam estar atentos a esta questão, assim como os juristas. Preparar estes profissionais para encarar situações como a de Eládia pode evitar transtornos mais graves no futuro. Dissociar um crime cometido contra um cão ou um gato dos casos de violência infligidos aos homens não é o melhor procedimento. Torna-se essencial analisar todos os âmbitos de casos como estes e procurar impedir o surgimento de novos “maníacos do parque”.
Se todos estiverem cientes de que a violência contra animais ameaça também o ser humano, todos terão muito a ganhar!

Um comentário:

  1. Os animais não conseguem expressar a dor por palavras mas consegue expressar-se pelos atos, pelos olhares, e é triste quando se sente que um animal tem um olhar maguado, ofendido...

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