domingo, 3 de fevereiro de 2013



Violência Doméstica contra Idoso
A violência praticada dentro do lar é chamada violência doméstica. Ocorre em meio às interações pai-mãe–filhos-parentes, e não deve ser considerada algo natural; ao contrário, é algo destrutivo e que permeia a dinâmica familiar, podendo atingir crianças, mulheres, adolescentes e idosos de diferentes níveis sócio-culturais.
A violência leva a conseqüências orgânicas, psicológicas, comportamentais (autoritarismo, delinqüência, entre outros) e desequilíbrio familiar. Os idosos são vítimas dos mais diversos tipos de violência que vão desde insultos e agressões físicas perpetradas pelos próprios familiares e cuidadores (violência doméstica), maus tratos sofridos em transportes públicos e instituições públicas e privadas até a própria violência decorrente de políticas econômicas e sociais que mantenham as desigualdades socioeconômicas ou de normas sócio-culturais que legitimem o uso da violência (violência social).
No que se refere especificamente aos idosos, convencionou-se identificar os maus-tratos cometidos tanto por ações quanto por omissões, intencionais ou não. É importante ressaltar, no entanto, que a violência doméstica e os maus-tratos a idosos não devem ser entendidos fora do contexto da violência social/estrutural em que os indivíduos e as comunidades estão inseridos. A forma como os maus-tratos e a violência contra os idosos são percebidos varia entre culturas e sociedades. Em um passado, não tão distante, muitas sociedades consideravam a harmonia familiar como um importante elemento das relações familiares.
A violência e os maus-tratos contra idosos, crianças ou mulheres independem de raça, gênero ou classe social e ocorrem nos ambientes das vítimas. No caso dos idosos, estes ambientes são suas casas, comunidade, centros de convivência ou instituições de longa permanência. É comum a ocorrência de várias formas de maus-tratos simultaneamente. Maus tratos materiais, por exemplo, são, em geral, difíceis de serem identificados e tendem a ocorrer concomitantemente com maus-tratos físicos e emocionais.
Fonte:Dra. Laís Carla de Méllo Pereira Real
              OAB/SP 196.490
 Artigo publicado no jornal "Notícias Paulistas" em 06 de agosto de 2010.


DIFERENÇA ENTRE SER IDOSO E SER VELHO

Estatuto do idoso

VIOLÊNCIA CONTRA IDOSOS - FSG

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013



Exemplos de Maus-Tratos
- Abandonar, espancar, golpear, mutilar e envenenar;
- Manter preso permanentemente em correntes;
- Manter em locais pequenos e anti-higiênico;
- Não abrigar do sol, da chuva e do frio;
- Deixar sem ventilação ou luz solar;
- Não dar água e comida diariamente;
- Negar assistência veterinária ao animal doente ou ferido;
- Obrigar a trabalho excessivo ou superior a sua força;
- Capturar animais silvestres;
- Utilizar animal em shows que possam lhe causar pânico ou estresse;
- Promover violência como rinhas de galo, farra-do-boi etc..


Como Denunciar
01) Certifique-se que a denúncia é verdadeira. Falsa denúncia é crime conforme artigo 340 do Código Penal Brasileiro.
02) Tendo certeza que a denúncia procede, tente enquadrar o "crime" em uma das leis de crimes ambientais.
03) Neste momento, você pode elaborar uma carta explicando a infração ao próprio infrator e dando um prazo para que a situação seja regularizada


A Violência Contra os Animais
A crueldade para com os animais é um tratamento que causa sofrimento ou dano a animais, e a definição de um sofrimento inaceitável é variável. Muitas pessoas consideram a crueldade para com os animais como um assunto de grande importância moral .
Analisando as consequências dessas transformações psicológicas, constata-se que indivíduos que cometem crueldade contra animais estão mais propensos ao uso de drogas, roubos, estupros e assassinatos, principalmente contra mulheres e crianças.
Atenção!!! quem maltrata animais também maltrata gente!
Nas últimas semanas, internautas dedicados à causa animal divulgaram insistentemente o caso de Eládia, moradora da rua do Oratório, zona Leste de São Paulo. Ela adotava animais para torturá-los e matá-los . O fato nos leva a uma reflexão ainda incipiente no Brasil, mas muito difundida em países desenvolvidos: a de que a crueldade contra os animais é um dos primeiros passos para a violência contra seres humanos.
Desde a década de 1990, o FBI leva em consideração os históricos de crueldade contra animais nas investigações de assassinatos e crimes sexuais. Existe uma boa razão para isso: estudos científicos conduzidos por autoridades em psiquiatria das universidades americanas estabeleceram correlação entre os crimes contra animais e a violência infligida a seres humanos. Concluiu-se que uma quantidade significativa de estupradores e assassinos em série haviam iniciado suas práticas criminosas ainda na infância, dirigindo sua violência contra animais.
No Brasil, um exemplo conhecido é o do motoboy Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, que em 1998 confessou ter estuprado e assassinado 11 mulheres. O serial killer se tornou conhecido por esse apelido porque ele cometia os crimes e enterrava os corpos das vítimas no Parque do Estado, em São Paulo (SP).
Na época do julgamento, a defesa do criminoso alegou que este era mentalmente incapaz. Francisco foi então submetido a uma série de testes e exames, conduzidos por uma junta médica. O diagnóstico foi de um severo transtorno de personalidade anti-social –em termos mais antigos, psicopatia.
Na época dos crimes, a imprensa noticiou superficialmente que o motoboy apresentava antecedentes de prática de crueldade contra animais. Sobrinho de um açougueiro que mantinha um matadouro clandestino, desde pequeno Francisco gostava de assistir ao abate do gado. Ainda garoto, ele caçava rolinhas, mutilava-as e as fritava, ainda vivas. Também maltratava cães e gatos da vizinhança, com tiros de chumbinho e pedradas.
Mas por que os assassinos seriais geralmente têm os animais como suas primeiras vítimas? O principal fator que contribui para essa escolha é que pequenos animais são impotentes para se defenderem. Tornam-se assim as melhores cobaias para os futuros assassinos, que descobrem o “prazer” de causar dor e de dispor das vidas de suas vítimas.
O que fazer então?
É muito importante que a sociedade em geral se conscientize de que a violência contra animais é um problema grave, que pode aumentar de proporção e causar prejuízos ainda mais sérios à população. O papel primordial cabe à família, pois é ela quem tem condições de detectar os primeiros sinais de um comportamento potencialmente perigoso –e, a partir dessa constatação, corrigir esses padrões de forma adequada, recorrendo até ao auxílio médico e terapêutico quando necessário. Aos médicos veterinários, ficaria a responsabilidade de tomar as providências cabíveis sempre que suspeitarem de maus-tratos contra animais que porventura atendam. Psicólogos e médicos psiquiatras também precisam estar atentos a esta questão, assim como os juristas. Preparar estes profissionais para encarar situações como a de Eládia pode evitar transtornos mais graves no futuro. Dissociar um crime cometido contra um cão ou um gato dos casos de violência infligidos aos homens não é o melhor procedimento. Torna-se essencial analisar todos os âmbitos de casos como estes e procurar impedir o surgimento de novos “maníacos do parque”.
Se todos estiverem cientes de que a violência contra animais ameaça também o ser humano, todos terão muito a ganhar!

domingo, 20 de janeiro de 2013

     
   
Os fatores que levam os jovens a praticarem atos violentos

A desigualdade social é um dos fatores que levam um jovem a cometer atos violentos.  A situação de carência absoluta de condições básicas de sobrevivência tende a embrutecer os indivíduos, assim, a  pobreza seria  geradora de personalidades disruptivas.  " A partir desse... De estar numa posição secundária na sociedade e de possuir menos possibilidades de trabalho, estudo e consumo, porque além de serem pobres se sentem maltratados, vistos como diferentes e inferiores. Por essa razão, as perceções que têm sobre os jovens endinheirados são muito violentas e repletas de ódio..."  é uma forma de castigar  à sociedade que não lhe dá oportunidades.            
A influência de grupos de referência  de valores, crenças e formas de comportamento  seria também uma motivação do jovem para cometer crimes.
" o motivo pelo qual os jovens...aderem às gangues é a busca de respostas para suas necessidades humanas básicas, como o sentimento de pertencimento, uma maior identidade, autoestima e proteção, e a gangue parece ser uma solução para os seus problemas a curto prazo" , assim,  o infrator se sente protegido por um grupo no qual tem confiança.  " Valores como solidariedade, humildade, companheirismo,  respeito, tolerância são pouco estimulados nas práticas de convivência social, quer seja na família, na escola, no trabalho ou em locais de lazer. A inexistência dessas práticas dão lugar ao individualismo, à lei do mais forte, à necessidade de se levar vantagem em tudo, e daí a brutalidade e a intolerância",  a  influência das gangues que se aliam  ao fracasso da família e da escola. A educação tolerante e permissiva não leva a ética na família. Os pais educam seus filhos e estes crescem achando que podem tudo.
  
       
A VIOLÊNCIA ESCOLAR     
A violência é hoje uma das principais preocupações da sociedade. Ela atinge a vida e a integridade física das pessoas. É um produto de modelos de desenvolvimento que tem suas raízes na história.
A definição de violência  se faz necessária para uma maior compreensão da violência escolar. É uma transgressão da ordem e das regras da vida em sociedade. É o atentado direto, físico contra a pessoa cuja vida, saúde e integridade física ou liberdade individual correm perigo a partir da ação de outros. Para o  corpo discente " violência representa agressão física, simbolizada pelo estupro, brigas em família e também a falta de respeito entre as pessoas ". Enquanto para o corpo docente " a violência, enquanto descumprimento das leis e da falta de condições materiais da população, associando a violência à miséria, à exclusão social e ao desrespeito ao cidadão".
É importante refletirmos a diferença entre agressividade, crime e violência.
A  agressividade é o comportamento adaptativo intenso, ou seja, o indivíduo  que é vítima de violência constante têm dificuldade de se relacionar com o próximo e de estabelecer limites  porque estes às vezes não foram construídos no âmbito familiar.  O sujeito agressivo tem atitudes agressivas para se defender e não é tido como violento.  Ele possui "os padrões de educação contrários às normas de convivência e respeito para com o outro."
O crime é uma tipificação social e portanto definido socialmente é uma rotulação atribuída a alguém que fez o que reprovamos. " Não reprovamos o ato porque é criminoso. É criminoso porque o reprovamos".
Violência pode ser também “uma reação consequente a um sentimento de ameaça ou de falência da capacidade psíquica em suportar o conjunto de pressões internas e externas a que está submetida.




domingo, 13 de janeiro de 2013

                           




                                                   Pedir ajuda:

O mais importante a fazer é dizer a alguém e quebrar o silêncio. Para algumas vítimas a decisão de procurar ajuda é rápida e relativamente fácil de tomar. Para outras, o processo será longo e doloroso enquanto tentam que a relação resulte e a violência cesse.

A ideia de abandonar a relação agressiva pode ser tão assustadora quanto a ideia de ficar. Muitas pessoas procuram ajuda inúmeras vezes ate encontrarem o apoio que necessitam e podem ainda estar em risco depois de deixarem a relação. Não receie pedir ajuda novamente.


Com quem posso falar?

*Polícia de Segurança Pública e Proteção Legal

*Departamento de segurança social

*Psicólogos, Serviços Sociais e de Saúde
*Com uma pessoa de confiança
*Com os seus pais
*Com os seus professores


                                            




         
Como posso ajudar uma pessoa que seja vítima de violência doméstica?
Se alguém lhe disser em confidência que está a ser vitima de violência, existem alguns passos básicos que pode dar:

1. Seja compreensiva(o) – Explique que existem muitas pessoas na mesma situação. Reconheça que é preciso muita coragem para confiar suficientemente em alguém para falar acerca do abuso. Permita-lhe tempo suficiente para falar e não a pressione para contar-lhe detalhes se não o desejar.

2. Ofereça-lhe apoio – diga-lhe que ninguém merece ser ameaçado ou agredido apesar do que o agressor possa ter dito. Seja bom ouvinte, encoraje-a a expressar a sua mágoa e raiva.

3. Deixe-a tomar as suas próprias decisões – mesmo que signifique não estar preparada para abandonar a relação. A decisão é dela.

4. Pergunte-lhe se sofreu agressão física – ofereça-se para acompanhá-la ao hospital se for necessário. Ajude-a a participar a agressão a polícia se ela escolher fazê-lo.

5. Ofereça-lhe informação – sobre a ajuda disponível. Explorem juntas as opções.

6. Planeiem maneiras seguras para abandonar a relação violenta – deixando-a decidir o que é seguro ou não. Não encoraje a pessoa a seguir planos sobre os quais tenha dúvidas.

7. Ofereça-lhe o uso do seu endereço ou número telefónico – para informação e mensagens.

8. Sobretudo, cuide de si enquanto apoia alguém – Não se exponha a situações perigosas: por exemplo, não se ofereça para falar com o agressor sobre a pessoa amiga/conhecida, ou se coloque numa situação em que o agressor a considere uma ameaça para a relação





13 de Janeiro de 2013
digA nÃO Á VIOLÊNCIA CONTRA Á MULHER




A Violência Domestica e um dos aspetos sociais mais absurdos e cruéis vistos na sociedade, e uma das tacticas muito utilizadas pelos homens que sentem prazer em maltratar, injuriar e obter poder sobre as suas companheiras.
A Violência Domestica não e herdada de geração em geração, mas sim e uma situação que acontece com todo tipo de mulheres no mundo pois em 1 milhão de mulheres cerca de 20% sofrem de violência domestica.
Apesar de não existirem muitos dados oficiais, há uma grade número de casos de violência domestica em cabo verde que se aproximam muito dos números dos casos do ano de 2008 e de 2009.
A violência doméstica raramente acontece uma só vez. Com o passar do tempo, o abuso físico e sexual tem tendência a aumentar em frequência e severidade. O comportamento abusivo e controlador tanto emocional como físico pode ser contínuo.
Violência doméstica acontece a pessoas de qualquer grupo ou classe social, idade, raça, capacidade física ou mental, sexualidade ou estilo de vida. O abuso pode acontecer em qualquer altura da relação – no princípio ou depois de muitos anos juntos.
Por isso se és vitima de maus tratos ou conheces alguém que esse tipo de abuso denuncie porque pessoas que fazem esse tipo de abuso merecem estar atras das grades .